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Não sabe por onde começar? Aqui vão algumas dicas para a sua candidatura à Bolsa Reitoral de Liderança da UFC

Atualizado: 12 de nov. de 2025

A Coordenadora da Cátedra Reitor Antônio Martins Filho, Cynara Mariano, e o presidente do Instituto Mucuripe de Liderança e Desenvolvimento, João Bosco Ribeiro, na cerimônia de lançamento da Bolsa Reitoral de Liderança da UFC, no auditório da Reitoria da Universidade (Foto: Viktor Braga/UFC)
A Coordenadora da Cátedra Reitor Antônio Martins Filho, Cynara Mariano, e o presidente do Instituto Mucuripe de Liderança e Desenvolvimento, João Bosco Ribeiro, na cerimônia de lançamento da Bolsa Reitoral de Liderança da UFC, no auditório da Reitoria da Universidade (Foto: Viktor Braga/UFC)

O processo seletivo da Bolsa Reitoral de Liderança da Universidade Federal do Ceará é uma oportunidade rara para jovens que desejam se preparar para liderar transformações reais na sociedade cearense.


Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de autoconhecimento: um convite para refletir sobre sua trajetória, seus valores e o papel que você quer exercer no futuro do Ceará.


Para te ajudar nessa jornada, o Instituto Mucuripe reuniu um conjunto de dicas e orientações sobre os principais elementos da candidatura — o ensaio, a carta de motivação, o currículo e as cartas de recomendação.


Essas orientações não substituem o edital — disponível aqui —, que traz as regras e critérios de avaliação. Mas podem ser uma excelente bússola para quem deseja construir uma candidatura consistente, coerente e inspiradora.


O ENSAIO: reflexão, argumento e visão de futuro

Entre todos os elementos da seleção, o ensaio é o que mais exige reflexão. É nele que a comissão vai observar como você pensa, estrutura ideias e defende posições. O texto deve ser dissertativo-argumentativo, e o tema deste ano convida a discutir os caminhos que o desenvolvimento do Ceará pode tomar nas próximas décadas e o papel da liderança na construção do futuro.


Mais do que testar conhecimentos, o ensaio quer revelar sua capacidade de compreender desafios complexos e propor soluções originais.


Veja algumas orientações para organizar suas ideias:


  1. Defina uma tese – A tese é o coração do texto: sua posição diante do tema. É ela que dará coerência a tudo o que você vai escrever.

  2. Escolha seus argumentos – Elabore de três a quatro argumentos principais, cada um correspondente a um tópico frasal. Cada argumento deve sustentar sua tese com exemplos, dados ou referências sólidos.

  3. Estruture bem os parágrafos –

    • Introdução: apresente o tema e formule sua tese.

    • Desenvolvimento: construa um parágrafo para cada argumento, com exemplos e fundamentações.

    • Conclusão: retome a tese e amarre o texto, projetando soluções e caminhos para o futuro.

  4. Busque coesão e clareza – A forma é tão importante quanto o conteúdo. Cuide das transições, evite repetições e revise o texto para garantir correção gramatical e fluidez.

  5. Leia bons textos – O repertório é o combustível do pensamento. Artigos de opinião, matérias jornalísticas e ensaios de referência ajudam a ampliar o olhar e a refinar a escrita.

  6. Pratique redação argumentativa – Consultar bons manuais pode fazer diferença. “Comunicação em Prosa Moderna”, de Othon Garcia (capítulos 1 e 2 da terceira parte), e “A Redação pelo Parágrafo”, de Luiz Carlos Figueiredo, são ótimos pontos de partida.


Essas são sugestões para orientar sua preparação, mas lembre-se: os critérios oficiais estão no edital. Leia com atenção e siga as instruções formais do processo.


A CARTA DE MOTIVAÇÃO: sua trajetória, seu propósito

carta de motivação é o espaço para contar à comissão quem você é e por que a Bolsa Reitoral de Liderança faz sentido na sua trajetória. É o momento de conectar o que você já viveu com o que deseja construir.

Mais do que uma apresentação pessoal, a carta é uma narrativa: sua história contada a partir de um propósito.


Aqui vai um roteiro que pode ajudar:


  1. Conte sua trajetória – Descreva o caminho que te trouxe até aqui: suas experiências acadêmicas, projetos, desafios e momentos que marcaram sua formação como liderança.

  2. Conecte com o programa – Mostre como as oportunidades oferecidas pela Bolsa — como formações, mentorias e redes de contato — podem impulsionar seus próximos passos.

  3. Mostre o que você traz – Fale sobre o que pode agregar à turma inaugural: sua visão, seus valores, sua experiência e como isso contribui para a diversidade e a qualidade do grupo.

  4. Seja genuíno – Evite frases prontas. A comissão quer conhecer o que te move, suas aspirações e o sentido que você dá à liderança.


Uma boa carta de motivação é aquela que comunica autenticidade e propósito — e mostra que sua trajetória e a proposta da Bolsa se encontram no mesmo caminho.


O CURRÍCULO: trajetória com sentido e intencionalidade

O currículo é o retrato da sua jornada. Ele permite à comissão conhecer o que você fez, mas também o que te motivou a fazer. Por isso, deve ser construído com intencionalidade — mais como uma narrativa do que como uma lista.


Diferente de um currículo profissional ou acadêmico, este documento busca revelar o potencial de liderança e impacto social do candidato.


Alguns cuidados podem fazer diferença:


  1. Tenha clareza do objetivo – O foco não é o emprego nem a produção científica, mas o desenvolvimento de lideranças. A comissão quer entender sua atuação em contextos desafiadores, sua capacidade de mobilizar pessoas e ideias e seu compromisso com um projeto de sociedade.

  2. Destaque experiências relevantes – Valorize papéis de liderança, atividades formativas, projetos de impacto e ações que mostrem seu engajamento.

  3. Organize com propósito – Cada item deve dialogar com sua proposta de liderança. Pergunte-se: o que esta experiência revela sobre mim e sobre o tipo de líder que quero ser?

  4. Cuide da clareza e da forma – Um currículo bem estruturado, visualmente limpo e objetivo demonstra cuidado e maturidade.


Um bom currículo mostra mais do que resultados: mostra coerência entre sua história, seus valores e o que você pretende construir.


AS CARTAS DE RECOMENDAÇÃO: a visão de quem caminha com você

As cartas de recomendação são opcionais, mas podem acrescentar muito à sua candidatura. Elas ajudam a comissão a enxergar o candidato a partir de outras perspectivas — a de pessoas que acompanharam sua trajetória de perto e podem falar sobre seu potencial, seu caráter e sua forma de liderar.


Algumas dicas para escolher bem quem vai escrever por você:


  1. Escolha com critério – Prefira pessoas com quem você tenha convivido de forma significativa, como mentores, orientadores, gestores ou líderes comunitários. O mais importante é que o conteúdo seja sincero e relevante.

  2. Valorize o olhar da liderança – Se possível, escolha patrocinadores que tenham exercido papéis de liderança em suas áreas. Isso reforça sua rede de atuação e mostra que você é reconhecido por outros líderes.

  3. Converse sobre o conteúdo – É perfeitamente adequado discutir com seus patrocinadores o perfil desejado pelo programa. Peça que destaquem aspectos da sua trajetória que ainda não aparecem no ensaio, na carta de motivação ou no currículo — como resiliência, ética, capacidade de mobilização e sensibilidade social.


As cartas são uma chance de mostrar nuances da sua personalidade e trajetória que talvez não apareçam de outro modo. Aproveite-as com estratégia e autenticidade.


SEJA AUTÊNTICO, QUEREMOS CONHECER VOCÊ!

Cada elemento da sua candidatura — o ensaio, a carta de motivação, o currículo e as cartas de recomendação — é uma parte de um mesmo retrato: o retrato de quem você é e de quem deseja se tornar.


O processo seletivo da Bolsa Reitoral de Liderança é, antes de tudo, uma oportunidade de reflexão sobre sua jornada, seus aprendizados e seu propósito como líder.


O Instituto Mucuripe e a Universidade Federal do Ceará desejam boa sorte a todos os candidatos — e esperam encontrar, entre eles, pessoas dispostas a construir, com coragem e visão, os novos caminhos da liderança no Ceará.

 

 
 
 

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